sábado, 4 de junho de 2011

quando eu penso .. eu nem quero pensar

então estou tentando fazer um final decente. 'e dificil. 
e penso que também não 'e.
penso os dois. sempre os dois. quanto mais velha fico, mais ambivalente ficam meus pensamentos. não deveria ser ao contrário? menos certezas eu tenho. 

estou tentando encarar as coisas com naturalidade: mais um capitulo, dessa vida geminiana, que se encerra para outro começar. quando penso no fim, tento pensar no novo começo que se abre para mim. fica mais fácil respirar.
tento não ver tristeza também. não ha motivo para isso: um capitulo de conquistas, resgates, descobertas, aventuras, conhecimento, emoção (!) não 'e para ter um final triste. não 'e para ter um final. ponto. 

capítulos dessa magnitude nunca se encerram. eles, espero, se multiplicam pela vida toda.

e ai, no final do dia, eu não tenho tristeza. eu tenho esperança. esperança de nunca esquecer. 

tudo.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

de quem é a culpa?

eu ando perdida em mim. dá pra perceber.
quando eu fico muito tempo sem escrever, geralmente é isso que eu quero dizer. ou mostrar. ou a verdade é que eu não quero mostrar isso, mas acho que é o que eu mostro. fazer o quê?

bom, mas tem algo bacana que eu li hoje e quero guardar.
“Quando um cara está afim de você, ele vai te ligar, ele vai te procurar, ele vai te beijar, ele vai querer estar sempre com as mãos em cima de você. Não sou radical, apenas cansei de dar desculpas pra erros que não são meus. Ou são. Afinal um cara babaca sempre dá pistas de que é babaca. Só não enxerga, quem não quer.” (Fernanda Mello)

não sei se todos os caras que estão afim de você se comportariam exatamente desse modo, mas com certeza, demonstrariam. e quando ele não demonstra, como já diz o filme, que eu não canso de ver: ele não está afim de você!

a verdade é que os homens não conseguem esconder sua natureza. e as mulheres não conseguem não idealizar.
de quem é a culpa?

sexta-feira, 18 de março de 2011

Nove horas da tarde!

Em 15 de março de 2011:
Ela ainda é muito preocupada com as questões da temporalidade. Muitas vezes se esquece de que o tempo não existe e de que muitas vezes é uma questão de ponto de vista. Mas quiçá, ela lembre por toda a vida que em uma noite de fevereiro alguém se lembrou dela olhando para luzes coloridas no céu.
Espero que algum dia essa lembrança não seja esquecida ou manchada por uma dessas decepções banais que os outros nos causam.
Que ela se lembre que quando duas almas se encontram e o contato é verdadeiro, não importam distâncias.
Uma vez gostar, é sempre gostar.
O momento não. O momento passa. Tenho problemas com o ato. Só uma vez para mim não basta. Uma vez, é nunca ter acontecido. Sinto que com ela o mesmo ocorre.

Mas às vezes precisamos ser maior que o ato.
Às vezes precisamos ter treze anos.
Às vezes temos que admitir a nós mesmos que são nove horas da tarde.

E acho que às vezes, ela não sabe o quanto seu reflexo fica belo quando seu rosto se expõe às luzes da noite.
Mas existem inúmeras quartas-feiras pela frente.


E para ele, também.


Em 18 de março de 2011:
Quiçá ela se lembre da insegurança de não ter uma resposta na sua mensagem de celular, ou só dali há 15 minutos. Ou talvez de não entender o motivo da aparente frieza. Ou da falta de cortesia no retorno ao lar sem acompanhante.
Quiçá ela se lembre da frustração de não saber, de não ter notícias para entender os motivos do outro. Para não sentir o desamparo.
Quiçá ela tenha coragem, um dia, de assumir o quão decepcionada ficou. Consigo. Com o outro. Com o não.

Mas, quiçá ela se lembre por toda a vida que alguém lembrou-se dela enquanto via luzes no céu e apreciou o pôr-do-sol numa tarde fria no fim de março.
Quiçá ela se lembre o quão fácil foi desfrutar da companhia sem ter que se esforçar para ter assunto, para sorrir ou se calar. Unidos, talvez, pela vista espetacular.
Quiçá ela se lembre dos olhares furtivos pelo canto dos olhos, dos risos abafados pelas rajadas de vento ou das histórias compartilhadas sem julgamentos.
Quiçá ela se lembre que isso não significa amor, ilusão, nem decepção, mas vida. Que os riscos que acontecem ao cruzar com alguém são os naturais: explosões. De afinidade, de alegria, de cumplicidade, de curiosidade, de impulsividade, de silêncio.
Quiçá ela consiga transformar suas lembranças em algo digno de se lembrar.

E o resto? Ah, o que importa o resto?

segunda-feira, 14 de março de 2011

O que é ser feliz?


"Eu não sei ser feliz"

Quem sabe?
Mas acredito que tem um bocado a ver com:


  • Sorrir muito
  • Ser espontâneo
  • Cantar
  • Viver sem medo


Dá um ok nos 4 itens, e - eu acho - que o caminho dá direto na porta da felicidade.

segunda-feira, 7 de março de 2011

Closer


- Is it because she is successful?
- No, it´s because she doesn´t need me.
(...)
- Did you phone her? Begged her to come back? That lonely walks?
- Yes
- You piece of shi*!
- Deception is brutal, I am not pretending otherwise.
- How? How does it work? How can you do that to someone?
-  .......
- Not good enough!
(...)
- I fell in love with her.
- Like you had no choice? There´s always a moment, one moment that you can decide: I can do this, I can give in or I can resist it. I don´t know when you had that moment, but I bet you had one.
- .....
- I am going.
- It´s not safe out there.
- Oh, is it here?



Onde está o perigo?
Estar com alguém não significa conhecer essa pessoa. Será que existe "conhecer alguém"?

sábado, 5 de março de 2011

eu sei!

as vezes você passa o dia inteiro bem.




firme.



forte.



até que alguém te olha nos olhos e pergunta: "- como você está?"

sexta-feira, 4 de março de 2011

dance of days - um dia comum


De que vale guardar tanto segredo
se ninguém se interessa
por tudo o que você pensa

(...)

É só um dia então como outro dia qualquer,
em que você não é ninguém
especial pra ninguém.

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Pensar é...

Enfrentar.   Crescer.   Rejuvenescer.   Exercitar.    Mudar.   Ampliar.   Aceitar.    Entender.    Viver.

Eu li em algum lugar que a maior solidão que existe é estar sozinho consigo mesmo. Talvez pelo momento em que estou (longe de casa, dos amigos, do que é familiar e, portanto, aconchegante [por que não dizer cômodo?]) - talvez - eu concordei. Pensei:  "Poxa é verdade, quando estamos somente conosco mesmos é solitário".

Mas não precisa ser.

Eu discordo.

Quando estamos a sós conosco mesmos é.. difícil! Pode ser cansativo. É exaustivo se olhar, tentar se entender. E, por incrível que pareça, não concordar com quem você é. Dá medo. Medo de perceber que você podia ser melhor. Medo de olhar e ver que aquilo que você exige dos outros está longe de ser o que você é. Pode realmente ser solitário. Ninguém pode salvar você disso. Inevitavelmente.

E para evitar esse caminho solitário tentamos preencher com álcool, com drogas, com exageros, com dinheiro, com orgulho; gastando tempo e energia que exaurem você e, pouco a pouco, mais e mais, te afastam do que, na verdade, é a única grande missão que temos: descobrir e aperfeiçoar quem somos.

Descobrir e aperfeiçoar implica lutar. Quem quer? Quem quer mais luta? Está todo mundo cansado...

Cansado do quê?, pergunto eu. De não viver. De não pensar. De não ser. Cansado de não. Tão cansado de não que qualquer tentativa de sim é impossível.
Eu disse, estar a sós é difícil. Mas não precisa ser solitário.

Cito, com respeito e orgulho, Daniel Johns: "Because I don´t want to be lonely, I just want to be alone". Existe uma gigantesca diferença entre estar sozinho e estar só. O caminho para si mesmo dá espaço para uma só pessoa, é verdade. E estaremos sós nessa jornada "infindável" que é ser. Mas, não, não solitários. Acredito que assim que nos encontrarmos, solidão é a única coisa que não existirá. Ser = Plenitude. E ser pleno é estar cheio, cheio de significados.

Pensar é... encontrar!

"Hope to lose myself for good. Hope to find me in the end" switchfoot

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Flagra

Sabe quando você se prepara para matar aula, fica sozinha, tomar o café e apreciar a paisagem?
Pois é...

...nada disso funcionou! Busted!!!


: (

(começando a gostar de ficar sozinha)