terça-feira, 25 de junho de 2013

segurança de quê?

a gente passa a vida tentando se sentir seguro e na prática de reflexões, meditação e auto-análise, descobri uns ângulos que me fazem questionar o modo certo de falar sobre segurança. não é onde. é como.
então nossas escolhas são baseadas nisso: fazemos coisas que consideramos seguras, ou experimentamos seguramente, ou buscamos sentido nas coisas porque isso traz segurança, evitamos situações que parecem incertas.

aí você pensa naquele seu amor de juventude, onde quase nada importava, e a aventura e o pai ser contra e todo o contexto improvável que até hoje faz você sorrir quando lembra.. não tinha nada segurança nisso.
- não?
essa é a história mais segura do mundo! é a que aspiramos desde cedo, é a que vemos nos filmes, a que temos como receita pra um final feliz, a da nossa melhor amiga em Paris...

queremos ser felizes, mas evitamos o risco. evitamos o desconhecido. evitamos a dor. evitamos tudo o que nos tira conforto, porque segurança é poder, é saber, é controlar. e, vamos lá, a gente precisa sentir que controla alguma coisa, porque no fundo o que nós queremos controlar é a gente, e isso é o que menos conseguimos.

mas se lembrarmos dos sonhos (para alguns são realizações): mochilão na Europa, cruzar os US de carro,  passar um Revellion em Sydney, um Safari na Africa do Sul, sua mãe falando: mas não é seguro! e seu coração falando: quem se importa? é o que eu quero! - entenderemos o que o modo certo realmente não é pensar no que é seguro, mas como eu me sinto com relação às coisas. não é evitando as situações, mas nos preparando para elas.

amigos da disciplina e da auto-análise raramente precisam recorrer à mania de segurança porque o que importa mesmo está seguro: o eu.
e isso depende de cada um, à medida que se torna possível se apropriar de si mesmo.


domingo, 23 de junho de 2013

as linhas, os sentimentos e o abraço. - e daí?

Não é o café, nem as viagens caras que você já pode fazer, ou o fato que agora você não se incomoda que alguém não vá muito com a sua cara que define que você amadureceu.

São as linhas que você sem perceber traça para (conseguir) viver a vida.

Como reagir quando você se abre, expondo um ponto frágil seu, e o outro - sem perceber - reage de uma maneira que te faz sentir menor? Quando o que o outro fala, a reação é de indiferença? Como fazer pra não se sentir.. mal?

E nesse momento, quando esse sentimento (ou essa sensação, chame como quiser) aparece, você sem perceber traça uma linha. No meu caso é a linha do: tudo bem, se você não me entende, não te levo mais a sério.
Sabendo que esta também não é a melhor reação.. fiquei pensando. Não seria mais interessante pensar: e daí? Essa pergunta ecoou na minha cabeça.

E daí que o outro riu?
E daí que o outro não entendeu?
E daí que o outro não te respondeu mais?
E daí que o outro te respondeu com outro assunto?

Mudou o que eu sinto sobre o assunto? Mudou o que o assunto representa para mim?
Não.
O que mudou é que eu me arrisquei e não gostei do resultado do que eu vi. Foi a frustração que mudou. Saber que o outro não entendeu do jeito que eu entendo. Doeu! E essa dor mudou toda a minha perspectiva. Mudou as linhas!

Eu entendi, hoje, numa situação dessas, que as linhas dançam de acordo com o que eu sinto. Eu posso expandir e diminuí-las na proporção da maturidade dos meus sentimentos.
E nessas horas, me pergunto, o quão honestos são nossos abraços.. porque.. será que realmente eu consigo abraçar o outro pelo que ele é ou eu o abraço pelo que ele representa pra mim?

e o eco da minha consciência retorna a seguinte questão: tem diferença? quem se importa? as pessoas só querem se sentir abraçadas...

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Carta pra ninguém

Vou escrever porque é isso que amigos fazem, certo? Eles compartilham. Então espero que leiam com o coração o que eu vou lhes falar.

(...)

exclusivamente hoje, eu vim falar de mim. Eu nunca falo de mim. Bom, às vezes, quando eu preciso muito, eu me abro. E essa talvez seja a mágoa número 1. Eu raramente acho que as pessoas querem saber o que realmente estamos passando.
Por que eu acho isso? Eu aprendi isso. As pessoas não querem mesmo saber o que você sente quando o sentimento é pesado, é triste ou é muito reflexivo. As pessoas querem o fácil, o sorriso largo, a alegria, o bom. As gente sempre quer o bom, não é?, eu também sou assim, então nem dá pra ficar brava com os outros, afinal, eles querem o mesmo que eu... E por pensar assim, eu engulo. Eu guardo o sentimento. Qual o problema se ninguém quer realmente saber como eu estou?
Mas tem problema. É claro que tem.

Aí vem a mágoa 2. As pessoas não querem que tenha problema.
Tem problema!! Mas como ninguém tem culpa.. eu me calo. Vou falar o quê? Pra quem? E tento digerir sozinha o que estou sentindo. O problema é meu. E acabo levando isso tão a sério que foi ficando difícil me abrir. Aos 9 anos, me abrir com quem? Com a minha irmã caçula, que passa pelo mesmo que eu? Com a meia-irmã ciumenta, que não me quer na casa que estou? Com a minha madrinha, que já tem milhões de coisas na cabeça?!
E as outras pessoas? As que querem saber, não querem que tenha problema. Se você está triste, você escuta: não fica triste. Se você quer chorar, você escuta: não chora. Se você está calada, você escuta: não adianta se emburrar com a vida, não é culpa de ninguém.
Sobram poucas opções, não é mesmo?
Hoje eu vejo que algumas pessoas toleram esse tipo de emoção, mas com 10 anos, não é assim. Então você finge que não tem problema.

Aí vem a mágoa 3 e 4, as derivadas. Orgulho e Agressividade.
Fingir que não tem problema cria uma casca. Um muro. Uma máscara. A casca é dura, o muro é alto e a máscara é linda! Está tudo ótimo.
Só que dentro, quem você é, o que você sente.. nada disso. O conteúdo é frágil, o terreno é barroso e o rosto é triste, amargo.
Mas é tão exaustivo construir tudo isso, complicado..que essas defesas se tornam parte de você. É difícil acreditar que dá pra viver sem tudo isso que você sempre usou pra se "defender". Você acaba não querendo ver e mostrar que tudo aquilo era mais pra fora do que pra dentro (orgulho). Principalmente se você fala alguma coisa que é muito importante pra você e o outro menospreza. E se a gente se sente ameaçado.. vem a agressividade, pra colocar todo mundo pra correr.

Eu sei de casos que dentro da casca tem um vulcão em erupção. Tem quem surte. Tem quem corra do desafio. Eu tenho enfrentado.. do jeito que dá. Às vezes mais, às vezes menos. Firme como gelatina.
Eu me motivo do jeito que dá. Eu tenho aprendido muito com esse processo, porque tudo o que eu sei sobre mim mesma eu busquei sozinha. Não tive ninguém pra ajudar. Eu acredito que uma das coisas que eu vim pra aprender é: crescer e me virar, a responder por mim mesma, sem me escaldar nos outros. Ser independente emocionalmente.
Mas, dentro das minhas dificuldades e devido a minha história de vida, me fechei.. E para continuar a caminhada tenho que aprender a confiar. A me livrar das mágoas. Abrir meu coração. Transparecer o que eu realmente sou.

Me emocionou porque é o que eu tenho colocado como objetivo desde que consegui diminuir, controlar, minha agressividade. Mas é muito difícil fazer isso sem me fechar.
Meus amigos falam que eu era mais decidida, mais decisiva, taxativa. Alguns sentem falta desse jeito meio mandão. Dizem que eu fiquei meio mole, em cima do muro. É que hoje eu penso mais antes de falar. De ter certeza. Quem tem certeza? Certeza do quê? Reflito mais. Mostro mais quem sou de verdade porque não preciso mais fazer no impulso, agir como se só eu estivesse certa, sem olhar ao meu redor, sem conferir os resultados. Eu consigo, hoje, lidar com errado, com o errar, com o perder. Parte do personalismo perdeu força porque hoje eu sei que aquele muro não é real, eu não preciso dele.
Aprendi a duvidar. E esse duvidar não é a dúvida ruim, mas o meio termo entre o questionamento sadio e a vontade de continuar. E engraçado, aprendi a me guiar mais pelos meus sentimentos do que pelos pensamentos, porque os pensamentos traem, os sentimentos não.
(...)

E eu queria que ficasse muito claro que o choro não é de tristeza, mas de desabafo. Fiquei feliz que neste exame não me viram parada numa estrada. E acredito, sinceramente, que se a palavra mágoa apareceu é porque eu já consigo lidar com o fato de que eu tenho - sim - mágoas e questões a serem trabalhadas. Consigo admitir que parte do tempo, fico triste. E eu nunca fui capaz de admitir isso. Só este fato, para mim, é grande ganho. (...) Se eu continuar conseguindo lidar de modo são com os sentimentos que eu tenho achado dentro de mim, me sinto feliz. Não plenamente satisfeita, mas bem.

Ainda tenho grandes trabalhos a realizar dentro de mim! Mas tenho tomado nota mental (e material também, escrevendo) sobre esse processo de auto-descobrimento. Se Eles acham que falta mais, que ainda tenho que estar mais forte pra continuar, eu acredito e concordo 100% com Eles. Eles saberão antes de mim quando o que eu tenho a oferecer será o suficiente. Eles sabem que posso não estar pronta e que talvez haja espaço para mais esforço, mas eu tenho me colocado e oferecido o melhor de mim. Por hora, meu trabalho na Mocidade mantém minha mente trabalhando e a EAE tem cuidado do meu coração. Quer coisa melhor que isso? Mente e coração trabalhando com Jesus!

E por eu ser alguma coisa inteligente e eloqüente, dinâmica, eu costumo conseguir as coisas com alguma facilidade. O não motiva bastante em situações como essa.
Então, meu amigo, você ser justo e criterioso comigo só faz com que eu admire ainda mais você e me fez sentir tratada com igualdade. Porque tem algo, e essa deve ser a mágoa 5, que faz com que eu muitas vezes não me abra: as pessoas tem pena. E eu sei que eu estou passando pelo que eu tenho condições de passar, a pena e o trato diferenciado tem efeito inverso ao esperado.
Tenho certeza que nossos laços se estreitam porque é baseado no carinho, mas com integridade.



quarta-feira, 20 de março de 2013

Faz tempo. Será que eu ainda sei fazer isso?


Tem épocas que o mundo conspira. Tem quem pense contra. Eu penso para. O mundo conspira para mim.
Não sei bem se eu vou gostar, mas tenho que me subjugar à vontade do Absoluto e, se a revolta passa, a gente começa a ver algumas coisas.

Uma das coisas que eu tenho refletido é: o que eu sinto?
Parece fácil, parece natural, mas não é. A gente sente, mas não pensa no que sente. E também não dá uma vazão espontânea aos sentimentos.

Tenho tentado ser honesta com o meu coração. Gozado, só recentemente reparei que honestidade e coração quase não caminham juntos na minha vida. Sempre a razão, o crivo, as regras no meio. Sempre o outro. Sempre o certo primeiro.

O que é certo?
Como posso pensar que o que eu sinto é errado e esperar crescer com isso, sem viver meus sentimentos? Os sentimentos parecem ser como energia, quanto mais eu lutar contra, eu omitir, segurar, esconder, mais forte e potencial ele fica. Qual a saída? Não lutar, mas entrar no sentimento, vê-lo, conhecê-lo.. como que colocar o inimigo bem próximo para monitorá-lo. Decifrá-lo. E a medida que eu sei o que estou sentindo, sei o que estou vivendo, o sentimento perde a força porque eu o domino. E aí, sim, eu consigo pensar e escolher como agir.

Equilíbrio. Sempre o equilíbrio. Chegar no ponto é que são elas.
Mas é isso aí, chegar lá é difícil porque no fundo a gente não se permite. Ou pensa demais. Ou age por impulso demais. Não tenta mesclar. E de um jeito estranho meu palpite é que cada um vai encontrar seu próprio balanço, se.. viver a própria vida como motorista e não como passageiro.

segunda-feira, 30 de julho de 2012

certezas

eu costumava ter certezas. era tão bom! *.*

e tão confortante. e tão pequeno. e inexpressivo. e forever young. e limitador.

ser livre, ser colorido, ser expressivo, ser expansivo... tem seu custo. e estar disposta a pagar é muito diferente de conseguir pagar o preço.
eu não entendia. eu não via a diferença.

conciliar. abraçar. envolver. perder. levantar.
nós aprendemos os verbos, mas não aprendemos o valor e a abrangência de seus significados - até que nós precisemos. e aí... ai!.. dói um bocadinho.

esses dias eu cai. cai bonito. de esborrachar.
e eu entendi. era que eu tinha que aprender o valor dos verbos, na prática.

- - - escutando músicas, vendo fotos, lendo artigos, buscando algum sentido pros pensamentos que se aglomeram..

domingo, 29 de julho de 2012

resposta?


Adoro e detesto o modo como para que eu chegue a uma resposta (será que eu posso dizer resposta??) razoável sobre um pouco mais de mim mesma eu tenho que passar por sentimentos tortuosos e aflitivos.
Continuo na caminhada íngreme em busca de uma melhor perspectiva sobre mim mesma.



Ainda falta entender se eu sou muito exigente ou se as pessoas tem baixas expectativas com relação ao que elas esperam da vida.
Também não sei se essa co-relação existe. Podem ser os dois, pode não ser nenhum deles. Quem sabe?


Contudo, incrível é como uma conversa sem máscaras, tentando dentro do possível ser o mais honesta e transparente que eu pude conseguir, pode trazer tantos significados que estavam escondidos.

Estou aprendendo que o único risco de se abrir, é achar quem você verdadeiramente é.
Por que temos medo disso???


domingo, 15 de julho de 2012

:: compulsiva ::

Sim.
Sim.
Compulsiva.

Engraçado isso, não é mesmo?
Tentei avaliar meus pensamentos o dia inteiro. Como se duas pessoas me habitassem... a que pensa, e a que observa.
A que observa não estava muito feliz com o que estava observando, isso eu tenho certeza. Mas pelo menos, posso perceber que quando eu pratico essa técnica:
1 - ganho mais controle sobre o que eu faço: ou seja, menor impulsividade.
2 - consequentemente, fico mais feliz com as minhas reações
3 - não necessariamente fico mais feliz com as ações do outro (!)
4 - tenho uma melhor noção de mim!!!
5 - não necessariamente fico mais feliz com isso.

As constatações sobre meu self não são as mais alegres. Compulsividade. Agressividade. Destrutividade. Vingança. Onipotência.

É claro que uma pessoa comum pensa que eu sou um monstro, lendo isso... mas qualquer pessoa que se submete à análise há algum tempo sabe que isso é muito comum em todos nós. Sem que nós percebamos isso - claro.

E percebi hoje como houve o desejo de revide. Fiquei brava com a frieza com que fui tratada e a inconformidade me fez sentir vontade de reagir à isso, mostrar que eu sou melhor que isso.
O simples pensamento mostra o quão infantil isso é e o quão não melhor eu sou com relação a nada.

Só registrando o pensamento.
Importante. Os registros....quem sabe eu me recolho e descubro um pouco mais de mim.

segunda-feira, 9 de julho de 2012

you gotta promise not to stop when I say when

o questionamento:
tentando traduzir o intraduzível.. tem coisas que eu apenas sinto. e é aquele terror sem nome. aquilo que consome as entranhas.
seria o medo?

relendo as coisas.. ouvindo a música.. a sensação é de hesitação.

até onde? até quando?
qual o limite do aceitável?

dá para saber quando é certo?
eu certamente não o sei. eu penso, penso. penso. ... penso. e não chego a conclusão alguma.

e quando a sensação de real vai aparecer? quando a sensação que vai derreter todo o gelo e desparalizar  meu ser? que vai queimar a garganta e ascender todas as pontas chamuscadas da esperança?
é alguém que desperta isso em mim? ou sou eu quem devo abraçar o momento?

será que se eu abraçar o momento sem expectativas, isso vai aparecer???
e se não aparecer nada?

a resposta:
respire fundo.
de novo.

mais 1x.

se concentra na música.
ela foi feita para você aproveitá-la. para que você saiba o que uma pessoa sentiu. e o que essa pessoa sentiu, foi ela quem sentiu. talvez para o outro, isso seja tão falso quanto tem sido para você.
você não me engana.

essa música ela ecoa no fundo vazio desse compartimento que você quer abrir. mas tem medo de inundar.
só você pode abri-lo. e, na verdade, só você pode mobiliá-lo. não importa o que os outros queiram que você coloque aí... ele é seu.

own it. take it. face it. use it.
it's yours!

o limite é o seu limite de paciência e tempo. e....tic toc.. eu sinto o seu limite se esgotar. a cada dia, mais tedioso fica, mais distante a possibilidade..

jump. lose yourself in it.
let go.
let the fear go.

sábado, 24 de dezembro de 2011

para não esquecer: agenda 2011

11 de janeiro de 2011
Puxa não acredito que a vida pode dar uma guinada assim em 5 meses. É quase ridículo.
(e eu correndo o risco de ir amanhã pro aeroporto sem irmã, sem amigos, sem família...)

Ma Lucia ligou, parabenizando a colação. agora somos colegas de profissão. que emoção!!!


12 de janeiro de 2011
www.lookdodia.com.br + www.blog.francinimartins.com.br - MODA
Paul Auster, Invisível  e Lionel Fisher, O mundo pós-aniversário - TO READ


14 de janeiro de 2011
My address: Vänortsvägen 14, 97754 Lulea, Sweden.


08 de fevereiro de 2011
Mattsund: esquiarrrrrrrrrrrrrrrrrr!!! que medo. que frio. que ansiedade. xD


13 de fevereiro de 2011
Patinar no mar congelado. MEDAÇO!!!!!!!
E confissões de uma estranha intima com tendências a fofoquice.


14 de favereiro de 2011
luzes no céu, quase aurora boreal. ansiedade!


15 de fevereiro de 2011
conversa profunda na pizzaria com Thales.
em geral você não escolhe o que acontece. simplesmente acontece!


16 de fevereiro de 2011
descobri que se sentir querida é quase como um sopro de vida. cadê?


17 de fevereiro de 2011
JUST DONT LET ME FALL ASLEEP FEELING EMPTY AGAIN


19 de fevereiro de 2011
Hockey!!! Nickols, quero un hijo contigo!!!!!!


24 de fevereiro de 2011
Lulea x Skelleftea


22 de fevereiro de 2011
when it´s 9 in the afternoon. xD


2 de março de 2011
Mattsund com Sarah, Laura e Tani.
Bolo do meu mano : /
até que dessa vez deu o que pensar. fiquei triste, meu coração bateu mais pesado e devagar. o que é gostar de alguém? como você sabe que está interessado em alguém?   - - - é só carência?
bom, você conhece alguém que é do jeito que ela é. às vezes você não consegue mais que isso, não consegue conhecer mais. e aí você fica com uma pulga, pequenininha atrás da orelha! e se você der força pra essa pulga, com um pouco de imaginação, ela vira um dragão...
mas se você não conhece a pessoa, como separar o que é real do que é imaginação? como saber se você está vendo o que está acontecendo ou o que você quer ver?
me odeio por essas dúvidas, apesar de ser maravilhoso saber que com 24 anos eu posso me sentir com 13 de novo. 

9 de março de 2011
big sloop!!!!! yeaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaah!

and blue knees.


10 de março de 2011
Storforsen with Anja e Mattias


11 de março de 2011
Sya e Khai aqui. Sarah também. Pizza e joguinhos! Lembrei absurdamente do Brasil. S2


19 de março de 2011
BIG BIG MOON!


25 de março de 2011
BARCELONA!!!!!! + 1 dia na Bélgica ^^
Schedule: Sun - Stiges / Mon, Tue - Barcelona / Wed - Terragona /  Thru: Beach Day! /  Fri: Girona  /  Sat: Vilassar del Mar  / Mon: free day! whatever we want  /  Tue: Adios!!!!


28 de março de 2011
andamos muito!!!! vimos La Pedrera, Casa Battló, Arenas de Barcelina, Montjuic, Plaza Calatunia, La Ramplas, Praça Cristovão Colombo e Pier do Porto (lindo de morrer).
comprei postais ^^


30 de março de 2011
sinto falta. de escrever.
de ter pra quem escrever.
talvez de ter alguém que queira ler o que eu escrevo.
quem sabe?
sinto...
a falta!!!


1 de abril de 2011
descobri que quero SER. mas - infelizmente - ainda não sou suficiente para mim mesma. ainda quero alguém que me compreenda, que me compartilhe. é ingrata a dor da insuficiencia.

a poesia nasce como uma labareda e se você deixar, ela cresce e vira chama. espero que eu me incendeie.


14 de abril de 2011
mini surprise party to Luo Er.
I baked. Think she liked it!


25 de abril de 2011
girls night!!! xD


28 de abril de 2011
mamãe no skype!

primeira vez que tive vontade de ter um "journal", de guardar meus pensamentos, acomapnhar minha evolução. ter rastro de mim mesma.
sempre tive vergonha da minha deficiência dentre as pessoas que são importante e mais fortes do que eu.
é claro que por forte quero dizer melhores, mais disciplinadas e evoluídas.
mas pela primeira vez eu quis ter algo que me definisse por tudo o que eu sou e não só pelas partes que eu gosto.
é um começo :)


29 de abril de 2011
>>> como será que ele pensa que as pessoas viram amigas???? <<<

hoje eu penso que, ás vezes, nossa vontade (ou deveria dizer inabilidade) de não olhar para nós mesmos e encarar nossos monstros faz com que a gente vá para qualquer lugar menos aqui.
nossa mente divaga e se prende em coisas muito menores, como um erro no sistema.
talvez essa seja eu.
o que quero dizer é que usamos o que sentimos para nos distrairmos de nós mesmos.
Paulo precisou do deserto para se conhecer, para realmente internalizar o aprendizado.
vai me levar mais do que uma vida para tentar com êxito atingir força e disciplina como as dele.
mas eu posso tentar!
e é o caminho que escolhemos percorrer que nos redime.
eu escolhi continuar a caminhar!!


1 de maio de 2011
voltei para casa feliz!!! ouvindo música, como a brisa e o frio suportável. queria só um lugar pra tomar café com leite.
Deus, tava muito bom!!!!
quem precisa de companhia com um BOM set de música?


6 de maio de 2011
fatídico!!!!


10 de maio de 2011
negotiations exam. bolo do ursinho xD


11 de maio de 2011
harbor, letter, wind and a bit of sun


12 de maio de 2011
Cake night! International night! Everything went wrong night! Ursinho xD


14 de maio de 2011
Sng Wei chegou ^^


20 de maio de 2011
farewell dinner: e a gente se conhece???? SUA BURRA!
Dmitry´s last day.


22 de maio de 2011
lugares pra eu visitar quando voltar:  muddus park, sarek, kebnekaise, abisko, malmo e gotenborg
mi fiesta! ganhei pizza e cheesecake e bolo de nutella com banana!


23 de maio de 2011
LONDONNNNNN!!!!!!


24 de maio de 2011
China Town / Convent Garden / Camden Town / Trafalgar Square / Oxford Street / London Eye / Tower Bridge / Big Ben / Buckingham Palace / Hyde Park / Regents Park / Green Park / Parlament / Wsetminster Abbey


03 de junho de  2011
BBQ com o Urso xD
Late dinner with Luo Er.. walking home took like 2 hours... incredible.


04 de junho de 2011
Luo Er last day. SO SO hard to say goodbye.
Forest with Bjorn - Funny Paper - STUK


05 de junho de 2011
uma cacetada de coisas na minha cabeça. por que agora?


06 de junho de 2011
promessas de nunca me ignorar. ou atrasar. ou não responder.
e eu vou embora sem entender nem um aí dele.


12 de junho de 2011
malas, limpeza, Sr dos Anéis.
Sarah.
vou sentir uma falta dela. uma falta dela!!!
até que foi bacana fazer as malas e me recolher. me resumir, e de certa forma, ver o que eu aproveitei. às vezes eu parava porque o corpo doia, mas as vezes eu parava para a mente se recompor.
tem aventuras que te modificam de um modo que mesmo que você volte para onde estava, você não volta como o que era. tudo se modifica. e o que impacta são os significados que as coisas tem.
acho que a Natália estava certa e eu estou com medo. tudo é novo. de novo.


13 de julho de 2011
vi ses, sweden!

tchau para Sarah.
cara bêbado mijando na rua (só pra sair da Suécia com gostinho de ser normal).



sábado, 4 de junho de 2011

quando eu penso .. eu nem quero pensar

então estou tentando fazer um final decente. 'e dificil. 
e penso que também não 'e.
penso os dois. sempre os dois. quanto mais velha fico, mais ambivalente ficam meus pensamentos. não deveria ser ao contrário? menos certezas eu tenho. 

estou tentando encarar as coisas com naturalidade: mais um capitulo, dessa vida geminiana, que se encerra para outro começar. quando penso no fim, tento pensar no novo começo que se abre para mim. fica mais fácil respirar.
tento não ver tristeza também. não ha motivo para isso: um capitulo de conquistas, resgates, descobertas, aventuras, conhecimento, emoção (!) não 'e para ter um final triste. não 'e para ter um final. ponto. 

capítulos dessa magnitude nunca se encerram. eles, espero, se multiplicam pela vida toda.

e ai, no final do dia, eu não tenho tristeza. eu tenho esperança. esperança de nunca esquecer. 

tudo.